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Após recentes conflitos envolvendo indígenas e não-índios no Sul do Amazonas, a instalação de posto da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF) será reivindicada por municípios da região. A proposta vai ser discutida em reunião nesta terça-feira (14), entre Ministério Público do Estadual (MPE-AM) e representantes das prefeituras de Humaitá, Apuí, Manicoré, Boca do Acre, Borba, Canutama e Novo Aripuanã.

O encontro ocorre na manhã desta terça no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em Humaitá, município situado a 590 km de Manaus. Na ocasião, medidas que visam garantir a segurança na região serão discutidas com a comitiva de prefeitos.

O prefeito de Humaitá, José Cidenei Lobo (PMDB), explicou que as prefeituras vão aproveitar a presença de representantes do Governo Federal para debater o assunto e, em seguida, devem encaminhar as reivindicações à Presidência da República.

As discussões serão sobre a necessidade da presença do Governo Federal com o patrulhamento nas BRs-319 e 230 (Transamazônica), com instalação de postos da PRF, além da criação de uma representação da Polícia Federal e um posto da Força Nacional.

"Não podemos ficar dependentes do estado de Rondônia em relação aos órgãos de segurança federais. Esse suporte da Polícia Federal, da Força Nacional e da PRF é de extrema importância, pois o Sul do Amazonas é uma região de nova fronteira agrícola, que tem registrado avanço do setor primário. Essas BRs são caminhos para Regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país", enfatizou o prefeito. "Vamos fazer esses pleitos, aproveitando a presença de representante da secretária-geral da Presidência da República e de três ministérios", acrescentou José Cidenei.

O procurador-geral de Justiça do MPE-AM, Francisco Cruz, também participará da reunião com comitiva de sete prefeituras. Ele destacou que a presença da Força Nacional é necessária até que a situação esteja totalmente pacificada. "Em razão também da peculiaridade, principalmente no trecho do Sul do Amazonas que faz fronteira com a Bolívia”, disse o procurador-geral ao G1.

Força Nacional na região
Nesta segunda-feira (13), o Ministério da Justiça determinou a permanência da Força Nacional de Segurança Pública por mais 90 dias em Humaitá. A FNSP auxilia o Departamento de Polícia Federal nas ações de segurança pública desencadeadas no Amazonas desde o dia 27 de dezembro de 2013.

Além da permanência da Força Nacional, o Ministério Público Estadual analisará as ações do órgão na região de conflito. “Estamos com três promotores de Justiça em Humaitá. Irei com a equipe avaliar também o trabalho da força-tarefa do MPE-AM, o cenário de cometimento de crimes e danos ao patrimônio que ocorreram, verificando quais providências foram adotadas”, explicou Francisco Cruz.
Posto de pedágio indígena do KM-135 da
Transamazônica queimado pela população
em dezembro.

Conflitos
A região onde a reserva Tenharim está localizada é palco de conflitos desde o dia 25 de dezembro, após o desaparecimento de três pessoas. Luciano Freire, Aldeney Salvador e Stef Pinheiro, que sumiram no dia 16 de dezembro. Peças de um veículo foram encontradas, mas os três homens não foram localizados e as buscas pelos desaparecidos continuam.

No último dia 27 de dezembro, um grupo de não-índios ateou fogo em uma área de pedágio e casas de apoio localizadas em uma aldeia indígena. Após o início dos conflitos, 143 indígenas foram abrigados no 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), em Humaitá. A Justiça atendeu ação do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) determinou que o governo federal deve proteger os índios na terra da etnia Tenharim Marmelos, além de prestar auxílio na alimentação e saúde.

O governo do Amazonas divulgou que irá reforçar o envio de alimentos e medicamentos a indígenas que residem em municípios no Sul do estado. De acordo o vice-governador, José Melo, as famílias dos homens que desapareceram na Rodovia Transamazônica também vão receber ajuda, inclusive da União. O anúncio foi feito no último domingo (12), durante reunião com forças de segurança envolvidas na operação.

Adneison SeverianoDo G1 AM

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